segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vale do Capão - Chapada Diamantina - Bahia - Brasil

Apesar da dúvida se queria ou não escrever sobre viagens no Brasil, decidi atender pedidos de alguns amigos e estou escrevendo para experimentar não sei se vai dar certo pois o Brasil é muito doido e não quero fazer de meu Blog uma coisa chata de queixas etc.  Vejam  se vale a pena mesmo registrar essas viagens e me digam.

A pedido de meu amigo Lins, resolvi publicar minhas viagens no Brasil. Fico com receio pois realmente não quero que ninguém me odeie , já que não há como viajar pelo Brasil e nào ver absurdos. Não nego porém que a natureza aqui é muito deliciosa e incomparável.
Nasci na Chapada Diamantina, nada como  começar a escrever minhas  viagens pelo Brasil,  aqui.

Volta de viagem longa é sempre cansaço. Todos os anos quando voltamos do exterior vamos relaxar na Chapada Diamantina.   Mudar de ares, voltar ao primitivo , às raízes,  é muito bom também! Isto significa: comer comida simples, caminhadas no mato, banhos de rios e de cachoeiras,  contemplação das obras de artes mais perfeitas: céu estrelado, montanhas, por e nascer do sol em lugares onde a natureza é rica e totalmente preservada.
Este ano, antes  da Chapada, passamos em  Jacobina que fica no caminho e tem  cachoeiras lindas e fartas de água, mas fica para outra oportunidade .

Pegamos a estrada (BR 324) em Jacobina  às 15 h em direção a Morro do Chapéu.  Logo que entramos na cidade de Morro vi lindas melancias para vender. Comprei uma melancia de uns 7 quilos por 5 reais, muito barato, pedimos para a moça abrir e já fomos chupando melancia no caminho, deliciosa. Neste lugar, comprei couve e palma (uma espécie de cacto muito comum que nesta região é um prato típico).

Pegamos a estrada em direção à Irecê e logo depois à Seabra. Neste caminho chegamos à BR 242( Bahia- Brasilia)  que   e retornamos para pegar a estrada em direção à cidade de  Palmeiras. Chegamos à Palmeiras às 18:30 e pegamos os 20 km de Estrada  de barro que nos  leva  ao Capão. As chuvas tinham cessado e a estrada estava boa, apesar de algumas pedras à  mostra por causa das chuvas. Chegamos às 20 h, fomos à vila ,casa de minha mãe ,buscar a s chaves da casa de meu irmão Toim.  Antes de ir para a roça, fomos comer uma pizza típica daqui, apesar de ter acabado de chegar de Roma, não dispenso essa pizza massa fininha (tipo a da pizzaria da Bafeto em Roma) a novidade é o recheio: queijo mussarela, cenoura, molho pesto, acompanhada de um suco de maracujá adoçado com mel.
Finalmente fomos para a casa fica na área rural e não há luz externa, ou seja , chegamos num breu (escuridão) total. Confesso que só tenho coragem de dormir aqui por fé em Deus. Você fica só no meio do mato e do breu , mas Se Deus é por nós quem será contra nós? Esse é meu lema.  

Ao amanhecer  é que lembramos o porquê de sempre querermos voltar por essas bandas: que cenário! a casa do meu irmão Toim é cercada por uma flora variada e até onde a vista pode alcançar há vegetação abundante e árvores  como ipê roxos, amarelos etc. Tomamos café no Argentino e fomos fazer nossa caminhada tradicional.






O  mais incrível é o silêncio. Somente a sinfonia de pássaros. Por conta do final da chuva  a natureza estava em festa e nós curtimos cada cheiro, cor, cada movimento do vento... ou dos pássaros... e até me senti parte dela.

Fomos fazer nossa caminhada costumeira ao Bomba (vila que fica a mais ou menos duas horas andando). Só que  fomos até uma pequena cachoeira que fica  a 2 horas do centro do Capão, fomos de carro até a metade do caminho. Deixamos o carro e seguimos o caminho andando.


Morro Branco

 Este caminho fica no vale propriamente dito. Por si só você estar no meio de uma vegetação tão rica, rios cortam por todos os lados, passáros, flores, cheiro de mato... Não há como não como não amar isso!

Olha a riqueza ! os caminhos são cercados de mato por todo os lados...

 Finalmente, depois de 1 h e 25 minutos a Chacoeira (digamos uma queda dágua) da Angélica, água geladinha: delícia!





 Na volta pra casa aconteceu que Luis perdeu a sandália na correnteza ( o Capão estava transbordando de águas) e teve que voltar com o pé de princeso dele no chão de pedregulhos. Mas enfim voltamos a tempo de acender o fogão à lenha e assar uma carninha. Sabe que foi a primeira  vez que Luis fez um churrasco sozinho? e ficou muito gostoso, mesmo!
Olhas as pimentinhas de cheiro no pratinho! D, Ivete (mainha, rs) fez o molho bem gosotso. Aliás tudo que está ai , fora a carne, é da Chapada, tudo orgânico.

 Disso aí  se tornou o que está la embaixo


Sobremesa: A melancia comprada na estrada

 o Final de tarde na rede... hummmm
 Olha que por do Sol diferente, o Pai do céu nos concedeu.....



O mais interessante do Capão é a flora e a temperatura. Existe um tipo de mata que não se encontra normalmente na Chapada. O local é muito fértil e o verde é intenso. As temperaturas são amenas e chega a fazer um friozinho à noite. No inverno  bem friozinho.  Pena não poder mostrar as estrelas vistas da rede  pois a `máquina é limitada...


A agua esta abundante em todos os cantos.
Claro que no Capão tem outras atrações como: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Riachinho, Poço da Silvia, Cachoeira da Purificação , Rio Preto e Rodas, Morrão, Gerais. A medida que fizer viagens procurarei postar minhas caminhadas por estes destinos.
Após sair do Capão fomos até mucugê conhecer um Condomínio que eu estou (ou estava) apaixonada. Chegando lá fomos logo almoçar. Perguntei na cidade onde poderia comer uma comidinha caseira (na verdade Luís pediu que eu perguntasse isso. Houve um pequeno estresse porque não gosto de fazer essas perguntas que considero meio idiotas, sei lá. Mas enfim, em nome da paz perguntei...) E nào é que tinha essa tal comidinha? trata-se da casa de dona Nena (R. Direita, 140 (75) 3338-2123, Mucugê) . Incrível! Uma casa simples, limpissima com cara de acolhimento. Você entra vai até a cozinha e se serve nas panelas que estão no grande fogão de lenha dela ,  depois é só pesar (22/kg)... comida simples.. ela foi logo se desculpando: hoje eu não fiz quase nada porque o movimento tá pouco.. mas gente,  que delícia!: mamão verde, carne do sol, um ensopadinho de carne, salada de um tomate maravilhoso (plantado por ela) uma  farofinha e um andu. Além dessas delícias, dona Nena conversou conosco  e contou do milagre que Deus fez reconstituindo sua mão. Foi maravilhosa essa passagem por lá.

Bem, descobri que Mucugê é muito pequena, muito mesmo.  O condomínio é lindo , fica na área do Hotel Alpina, Resort a 8 km de Mucugê. A casa tem acabamento de primeira, com banheira de Ofurô e lareira e toda estrutura de lazer. O que me fez desapaixonar foi a vegetação: em toda a região  o solo é formado por pedregulhos e a vegetação é rasteira e sem condições de crescer árvores. Aí fica difícil, estou mal acostumada com a floresta que convivo no Capão.

Íamos ficar hospedados neste hotel, porém 199,00 reais para ficar num lugar deserto.. bem resolvemos seguir para Marau, especificamente Barra Grande. Resolvemos que dormiríamos em Itaberaba pois já eram 15 h e não daria tempo de chegar durante o dia, sem contar com outros riscos. Porém, quando chegamos Luis resolveu seguir e dormir mais na frente.

Resultado, chegamos na BR 101 já às 18h e pegamos a estrada para Castro Alves toda de barro , deserto total ,só tem fazendas. Fui orando por todos os 23 minutos que passamos naquela escuridão com uma pista toda carcomida.. esse Luis me faz passar por cada uma... Mas chegamos a Castro Alves: que cidade pequena.. pronto: Luis propõe que durmamos em Santo Antonio de Jesus ( quase uma hora depois) como era uma estrada de asfalto, topei. Chegamos a Santo Antonio de Jesus. Pedimos informação sobre qual seria o melhor hotel da cidade ,  chegamos ao Antonius Imperial hotel, 184 reais . Gente para resumir: hotel velho, sem manutenção, TV toda chuviscada, Internet no quarto, nem pensar (apesar de prometida ) parece que já foi um grande hotel.. . no outro dia  saímos de  Santo Antonio . A minha impressão da cidade foi de uma cidade com um comércio forte. Meio abandonada  praças e jardins depredados, sem manutenção, sujeira nas ruas, desenho meio desorganizado..

Reações:

4 comentários:

  1. Oi amiga! Acho viável sim postar suas viagens pelo Brasil, pois muitos de nós, por enquanto, só podemos viajar por aqui mesmo... E vc compartilhar suas experiencias nos ajuda a preparar melhor nossos roteiros... Eu mesmo quero ir a Chapada Diamantina, por isso hj entrei aqui...
    Bjs e Boas Viagens!

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  2. Oi Carlinha!! Obrigada.
    você é um doce. aos poucos vou colocando. A Chapada é muito legal,agradável, e você consegue ter um pouco de desenvolvimetno junto ao primitivo. Gosto muito! bjs

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  3. olá vou fazer minha primeira viagem ao capão agora dia 8 de novenbro de 2011. vou só . viagem de aprendizado estou anciosa. valeu pelas dicas. bjus

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  4. Bjs, desejo que tenha siudo boa sua estadia. Amo o Capao!

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